Viver é encontrar

   Eu sei que isso já foi dito. Milhares de vezes. Das mais diversas formas. Mesmo assim, esse é um assunto, que na minha opinião, nunca se esgota.

  Vamos, então, partir de um começo simples e muito óbvio: para encontrar algo é preciso se colocar em um "estado de procura", dispor-se a ser encontrado, acreditar firmemente na possibilidade do encontro, abrir-se para as possibilidades.

  Algumas pessoas poderiam pensar: mas nem sempre é assim, às vezes, as coisas simplesmente aparecem na vida da gente sem que estivéssemos esperando ou mesmo conscientemente procurando. 

   Coisas boas e coisas ruins. Grandes alegrias e perrengues de raiz. Soluções inesperadas e problemões gigantes. 

  Eu acredito que sempre estamos procurando alguma coisa, em algum nível e de alguma forma. Basta estarmos vivos que estamos sempre nessa busca, sempre torcendo para que o encontro aconteça logo e que seja pleno.

    Encontramos coisas dos vários tipos: alegres, inesperadas, grandes, interessantes, chatas, demoradas, divertidas, inocentes... cada uma delas surge por algum tipo de necessidade, talvez não consciente e que, nem sempre, aparecem da forma que estávamos esperando.

    Ah... mas como é doce a arte do encontro... encontrar algo que estávamos procurando a um tempão: um livro, uma blusa, um cd... uma resposta, uma pergunta chave, um grande amigo, um novo amor...

   Como é importante a arte do encontro e como se leva tempo (se é que algum dia isso acontece) para aprendermos essa "arte". Uma arte de surpresa, do inesperado, do desejado que pode pode surgir de um modo que nunca havíamos pensado. 

   Um encontro com alguém especial que é capaz de te fazer feliz pela simples presença, por uma mensagem bobinha no celular, por uma música que escutamos juntos.

   Eu realmente acredito na força e na magia dos encontros e a cada dia que passa tenho me permitido aprender mais e estar ainda mais aberta aos encontros que a vida tem me proporcionado, e que felizmente, tem sido muitos e me trazido muita felicidade.

   O mais engraçado de tudo isso é que esses encontros com outras pessoas, só aconteceram a partir do momento em que eu mesma consegui me encontrar, me acolher e me tratar com todo carinho e respeito. Houve um reencontro comigo mesma, um reconhecimento de amor e consideração a toda a minha estoria. Sem mágoas, sem culpas, sem ressentimentos.

  Simplesmente deixei essas coisas todas que eu havia encontrado e vinha acumulando ao longo da vida, livres para irem embora e com isso acabei por me libertar muito mais do que eu imaginava.

   Se eu acredito que a vida é arte do encontro, a primeira coisa e a mais importante que devemos procurar, sem dúvida nenhuma, somos nós mesmos.

Desejo muita luz e muitos encontros pra todos!!!

E se a gente se desse uma nova chance?

    E se a gente se desse uma nova chance?

    E se a gente decidisse quebrar as expectativas e os padrões?

   E se decidíssemos ouvir mais o nosso coração e menos o que os outros dizem que a gente deve fazer?

   Em termos de relacionamento, há tantos conselhos por aí: o que dizer, como se comportar, como reagir...o que não falar,  como não expressar o que estamos sentindo ou pensando... há tantas regras e protocolos... tenho achado isso muito cansativo.

   Já faz algum tempo, desde que conheci o trabalho lindo da Brené Brown sobre Vulnerabilidade, que me encontrei nesse mundo das emoções. Sou 100% emoção e brutalmente sincera,  principalmente comigo mesma!! 

   Nas minhas relações, digo o que sinto (por mais louco que isso possa ser), sinto tudo intensamente (e às vezes quebro a cara por isso), se me apaixono é fortemente, se tenho vergonha é da mais forte, se tenho medo é algo visceral.

   Colocar-se vulnerável, sob a minha perspectiva, é permitir encantar-se pelas coisas simples da vida: um céu azul, uma comida saborosa, uma música alegre, uma alegria alheia, um livro espetacular, um olhar de um estranho na rua... todas essas coisas me encantam e me resgatam das conversas punks que tenho comigo mesma na minha cabeça (me dou cada bronca!!!).

   Uma vulnerabilidade que deixa a gente inocente e nos dá uma outra perspectiva sobre as coisas da vida: nos traz presente para o que estamos vivendo no momento - sem passado ou futuro... só presença, respiração e coração.

   No último final de semana vivi um momento de profundo encantamento, conheci uma pessoa linda, alegre, e disposta a se conectar comigo. Nunca havíamos nos visto antes mas a conexão foi imediata: conversamos, rimos, dançamos, cantamos e nos divertimos como nunca!!! Nada foi planejado e talvez por isso tenha sido tão legal. Fiquei profundamente agradecida por esse lembrete do universo.

   Ainda bem tem gente tão louca quanto eu e tão disposta a simplesmente se conectar com outras pessoas sem ter nenhuma segunda intenção. Foi lindo e tornou meu final de semana super especial.

    E o que a nova chance tem a ver com tudo isso? Isso só aconteceu porque eu me dei uma nova chance de ver a vida, de sair e conhecer gente nova de verdade, sem segundas intenções e sem esperar nada em troca. Me senti completamente presente e me diverti muito mesmo!!! Me dei uma nova chance: simplesmente aproveitei aquilo que o universo me mandou e fui feliz!!! E me diverti! E ri! E saí renovada e com uma nova amiga!!

   Meu conselho? Sempre se dê novas chances, experimente e veja o que a vida está apresentando pra você agora mesmo!! Pegue os seus limões e faça uma limonada gostosa... quem sabe o que você pode acabar descobrindo???

Muita luz e novas chances pra todos!!!