Nós e os nossos filhos

Oi gente... quanto tempo ein...
Bom, hoje resolvi falar sobre um assunto que é muito importante pra mim... filhos!!!
       A vida nos presenteia com vários tipos de filhos: crianças, projetos, amigos, alunos, sobrinhos...
Penso que seria um grande erro procurar hierarquizar esses tipos de filhos atribuindo algum valor para algum deles. Todos são muito importantes, essenciais e especiais nas vidas onde estão presentes.
      As preocupações são as mesmas:queremos que nossos filhos sejam felizes, que façam a diferença no mundo, que se realizem e encontrem seus caminhos. Eles exigem algum grau de dedicação e renúncia: precisam de atenção, carinho e afeto.
      Em algum momento sentiremos uma vontade louca de jogar tudo para o alto e sair correndo: as coisas , às vezes,  ficam mais sérias e nos parecem pesadas ou fortes demais para carregarmos. Não se preocupe, isso é normal, muito normal.
     Haverá períodos de dúvida e incerteza... será que estou fazendo certo? Será que eu quero mesmo isso? Acredite: todo mundo passa por isso! Se duvida é porque está no caminho!!!
     E as alegrias?? As pequenas vitórias ou os grandes acertos... nos fazem perceber que tudo está bem e que está valendo muito a pena.
     Os sinais estão sempre lá... o seu filho vai sempre lhe indicar qual o melhor caminho a seguir.. basta que você dê um tempo e consiga se ouvir.
      Eu, já tive, ao longo da vida, muitos filhos e aprendi muito com eles... talvez estivesse sendo preparada para o meu mais importante: a minha filha querida que é tudo na minha vida: meu sol, meu ar, meu coração...
      Posso me considerar agradecida ao universo, principalmente agora, que estou com outro "filho" tão importante em construção... espere que a vida me ajude a cuidar desse novo projeto tanto quanto tem me ajudado com os atuais...
      Nunca me senti tão fértil e tão abençoada... que o universo me guie e me faça escutar sempre, como está fazendo agora...
Desejo a todos, muitos filhos, porque são eles que nos mostram o verdadeiro sentido da vida!!

Muita Luz pra vocês!!

A nossa vida é cheia de Maktubs?


 Boa noite gente...
Me desculpem o retorno ao tema... mas preciso muito fazer isso. Isso nunca me pareceu tão real quanto nos últimos tempos.
Um do significados dessa expressão, como eu já disse uma vez por aqui, significa "está escrito". Isso me relembra, inevitavelmente a todos aqueles acontecimentos que parecem se caracterizar como rotinas, e nesse caso, me refiro especialmente aos relacionamentos.
Uma outra vez, eu me pergunto: pode existir uma amizade, sem interesse romântico, entre um homem e uma mulher livres? Ou será apenas uma questão de tempo para que essa linha que divide a amizade de um algo mais seja transgredida por uma dessas pessoas? Será que mesmo tendo evoluído em vários aspectos emocionais ainda continuamos presos nesse Maktub?
Eu, por incrível que pareça, tenho fé nessa possibilidade, ainda que, eu não seja a pessoa mais indicada para falar sobre o assunto, e acredito que um homem e uma mulher podem ser amigos, e até dos bons, desde que estejamos dispostos a jogar limpo e a esclarecer as coisas sempre que houver confusão.
Muitos talvez pensem: ah... só há aproximação se há algum interesse romântico, e não discordo disso, mas penso que isso pode ser conversado, repensado, refletido e negociado... afinal estamos tratando de pessoas adultas.
Parece que nem todo mundo pensa assim... eu cheguei até acreditar nisso, assim como acreditei nas palavras de algumas pessoas, e aceitei a forma como os acontecimentos estavam se passando... Mas... o tempo provou que eu estava enganada!!! E como!!! E que depois que um desses Maktubs começa a acontecer, muitos outros inevitáveis se seguem...
Gostaria de estar errada, gostaria de ter minha fé nesse tipo de amizade restaurada.... não descarto a possibilidade de ter novos amigos homens, mas agora, entrarei nesse tipo de envolvimento muito mais preparada e de coração menos aberto (queria não me decepcionar tanto em uma próxima vez).
O resultado de Maktub é uma porção de perguntas não respondidas, uma pessoa magoada e um grande aprendizado: talvez nem tudo que reluz seja realmente ouro e sim o nosso olhar lançando luz para algo.

Muita luz pra vocês!!!



Existe um limite para as relações?

Olá ... gente
Hoje venho aqui para conversar um pouco sobre as relações entre as pessoas e os limites que são colocados.
Bom, em primeiro lugar, há de se pensar sobre a necessidade de colocarmos limites: até que ponto precisamos disso? Limites são acordos mútuos? Podem ser rompidos/modificados/ignorados sem que alguém se machuque? São perguntas que venho me fazendo a muito tempo, e mais precisamente agora. Preciso refletir sobre isso.
Sempre acreditei que os limites eram barreiras intransponíveis: uma vez combinados não poderiam ser ultrapassados. Hoje, penso diferente, até porque tive provas de que, os limites que coloco nas minhas relações podem ser bem flexíveis/contornáveis/ignorados. O que vem depois que esses limites são desrespeitados? Ainda não sei, e isso me amedronta um pouco.
Sou uma cria do sistema escolar estruturalista, e esse pensamento sempre se fez presente em todas as áreas da minha vida. O resultado: sofri muito e me cobrei demais... aquele pensamento de que cada coisa tem o seu lugar, e que as coisas devem acontecer uma de cada vez, já não funciona mais pra mim... minha vida está mudando muito rápido. Para poder me sentir mais tranquila, tenho procurado aceitar as mudanças com muita fé e coração aberto: a vida é muito curta para que resistamos a ela!!!
Penso também que os limites podem ser muito prejudiciais à vida: prederminar ou definir pessoas e relações pode fazer com que, por medo ou insegurança, deixemos de viver e conhecer pessoas e emoções muito importantes. Esclareço melhor: se considero X um conhecido meu, um colega do trabalho, e construo as minhas expectativas em relação a esse parâmetro, isso significa que nunca poderemos ser algo mais do que isso? Eu só vou conseguir enxergar X dessa maneira? E se houver mais coisas para serem descobertas... e se,  houver uma chance de felicidade diferente da que eu imaginava e eu não estou sendo capaz de ver isso?
Precisamos nos lembrar que os nomes e os limites são importantes e necessários, especialmente quando falamos em mundo físico. Mas, quando estamos lidando com pessoas isso não deveria ser o mais importante. As pessoas são lindas e cheias de encantos e mistérios... que tal nos darmos a conhecer melhor? Que tal começarmos a olhar quem está ao nosso redor com um pouco mais de amor e compaixão? Ouvir o outro, acolhe-lo, procurar conhecer a sua natureza e permitir que o outro te conheça. O importante das relações  não deve ser a busca de um alguém ideal e sim o encontro, consigo mesmo e com o outro.
Encerro, por aqui, desejando que as pessoas sejam mais felizes sendo elas mesmas, sem muitas expectativas e que procurem muito mais construir/reelaborar e criar novas formas de se relacionar do que construir limites.

Muita luz para todos!!!

Conversa encantadora...

E, em uma conversa sincera entre dois amigos, ela pergunta: afinal o que tu estás procurando em uma mulher?
 E ele, encantadoramente responde: Eu não procuro uma mãe para os meus filhos e sim uma vó para os meus netos!!!
Tem como não se encantar com alguém que diz isso???

Namoro ou amizade???

Isso é namoro ou amizade?
Porque só conseguimos pensar sobre essas duas possibilidades de maneira excludente? Por que um ou outro? Por que não os dois? Ou algo novo? Uma terceira possibilidade?
Talvez seja porque namoro presume posse e posse presume perda. Perda de liberdade? Perda de outras alternativas? A partir de que momento, uma soma (uma união de duas pessoas) passou a gerar um saldo negativo?
Por que não conseguimos construir ou estabelecer alguns padrões de relacionamento mais saudáveis e menos egoístas?
Posso estar sendo ingênua, mas eu gostaria de acreditar na possibilidade de um novo tipo de relação, no qual a necessidade de posse ficasse em segundo plano, e, em troca disso, priorizássemos a alegria do encontro, da troca, do afeto e do querer bem.
Assim, penso eu, não haveria lugar para o ciúme, porque seríamos honestos e corajosos o suficiente para renegociarmos os termos do acordo que nos faria ficar juntos com alguém, e procuraríamos investir na construção de uma relação satisfatória ao invés de sair em busca de novas pessoas.
Afinal, as pessoas são livres e seria um engano tentar "prender alguém". O desejo de ficar junto deve ser cultivado ao longo da relação por meio de escolhas e projetos de vida.
Acho que todo o namoro deve ser construído sob as bases de uma amizade sólida, profunda e honesta... e toda a amizade deve priorizar a felicidade e o querer bem... as pessoas são mais complexas e profundas e seria um erro estabelecer que a relação entre duas pessoas só pode ser construída/definida sobre esses parâmetros... está mais do que na hora de repensarmos isso e tentarmos uma nova alternativa.
Desejo vocês coragem pra tentar algo assim!!!

Muita Luz pra vocês!!!

Maktub???


Oi gente boa... estou de volta... vencendo a preguiça...
Ando bem ausente... eu sei... mas a vida está em um novo ritmo, bem diferente daquele que eu estava acostumada... posso dizer que tanto pedi algo que agora está acontecendo muito e não sei muito bem como lidar com isso...
Tudo o que está acontecendo é bom mas ao mesmo tempo é muito intenso... preciso respirar bem fundo para não me deixar levar pelo curso dos acontecimentos...mas vamos lá...
Há duas semanas atrás, me deparei três vezes seguidas com a palavra Maktub, e, procurando estar atenta ao universo, não posso me fazer surda a isso.
O significado dessa expressão é bem profundo..."estava escrito" ou "tinha que acontecer". Isso me desafia em termos quânticos (teoria das possibilidades). Penso: como assim tinha que ser? Se sou senhora do meu destino e acredito no meu poder de escolha, como acreditar nisso?
Por outro lado,isso pode ser interpretado como um lembrete para que eu repense as minhas crenças limitantes... aquela vozinha chata que vive me recriminando e censurando e que me impede de enfrentar alguns desafios.. a autocrítica me paralisa...
Algo que me faça refletir sobre esses "maktubs" que tenho carregado comigo e considerado como verdades absolutas e que, tem ultimamente se mostrado como desculpas e crenças sem nenhum sentido...
Um desses "maktubs" mais fortes é aquele que afirma que a minha felicidade está nas mãos de outra pessoa!!! E, sendo assim, eu preciso que outra pessoa me faça feliz, "me complete" e "me diga que sou importante"!!! E que, se estou sozinha, sou uma pessoa infeliz que deve estar em busca de algo..
Eu, sinceramente, duvido disso. Ultimamente tenho tido muitas provas de que a pessoa mais responsável pela minha felicidade sou eu mesma, e que, cabe a mim buscar aquilo que me faz feliz, e que, essa busca não precisa ser necessariamente por uma pessoa em especial, e sim, por coisas, pessoas, e ações diferentes e em partes... a responsabilidade por ser feliz cabe a mim mesma: mudar meus "maktubs", meus padrões de pensamento, minhas posturas em relação aos acontecimentos e minhas crenças.
Talvez, um dos Maktubs que acabei por descobrir é que a busca pela felicidade é um trabalho contínuo que exige bastante persistência, iniciativa e força de vontade... e que essa tarefa é um trabalho de uma vida inteira e do qual me recuso a desistir... que venham outros Maktubs e outros desafios... estarei de coração aberto para todos eles, por que a vida é feita disso: superação de desafios e criação de outros para que não percamos nunca a razão de estarmos vivos...
Desejo a todos uma vida cheia de desafios!!!

Muita Luz!!!