Embriagar-se de lucidez

Oi gente... eu aqui de volta!!!
Estive meio desaparecida mas por bons motivos... estou correndo atrás dos meus sonhos.
Hoje escrevo para falar sobre a importância de embriagar-se... sim...isso mesmo... sobre a importância de beber muito e matar a sua sede...
Um dia desses, saí para conversar com um amigo e acabamos por trocar o nosso tradicional cafezinho por uma cerveja. Foi uma boa troca. Meu dia havia sido muito tenso. Muitas demandas no trabalho e outras mais em outros campos. A vida estava exigindo uma paradinha, uma conversa, um pouco de descontrole...
Pois bem, eu, que  não sou uma pessoa muito resistente à bebida, acabei por tomar um pouco mais do que eu havia inicialmente planejado (ah... esses planejamentos furados!!!), e, para a minha surpresa, ao invés de ficar com uma sensação de embriaguez leve ( o que frequentemente acontece nesses casos de cervejas), fiquei muito lúcida e conectada. Me senti muito viva e muito atenta como há tempos não acontecia.
Falei muitas coisas. Desabafei. Aconselhei.Fiz muitas perguntas e fiquei completamente desarmada, com a alma desnuda. Acho que as circunstâncias colaboraram para que eu decidisse por de lado a minha armadura diária e me expusesse um pouco mais do que estava acostumada. O resultado: uma enxurrada de pensamentos variados a ponto de ter a sensação (não foi porque eu estava bebâda tá!!) de que, após ouvir determinadas coisas, o chão parecida ter desaparecido de baixo dos meus pés... tive que respirar fundo para conseguir absorver, pelo menos em parte, tudo o que estava sendo construído por meio de um diálogo de profunda entrega, presença e gratidão. Naquele momento, uma semente que estava adormecida bem dentro de mim começou a germinar de maneira tão forte e tão rápida que mal tive tempo de perceber o tissunami silencioso que estava por acontecer.
Me sinto grata, muito grata mesmo. Grata as pessoas importantes da minha vida. Aos encontros e desencontros. Ao passado, por ter me trazido até aqui e ao presente por tantas descobertas felizes.

Prece de agradecimento

Hoje venho aqui para agradecer a semana maravilhosa que tive. Houve muitos conflitos, dúvidas, medos, risadas, irritações... mas as descobertas e os encontros felizes superaram tudo. É muito bom estar viva. É muito bom trabalhar com pessoas tão divertidas e companheiras. Ter saúde é o máximo. Poder desfrutar pequenos momentos com sua filha... a glória. Acompanhar a sua filha na escola e vê-la sorrindo e brincando com as coleguinhas... insuperável...
Celebrar um amigo na data de seu aniversário... é algo especial e único.
Conseguir fazer uma colega mudar de humor com um chocolate... não tem preço...
Rir de coisas simples... rir de doer a barriga... por um motivo bobo... com os amigos!!!
Ouvir estórias, ver gente, conversar...
Sair com um amigo e perder-se no tempo, no espaço, no universo...
Descobrir que as pessoas são muito mais do que aparentam e geralmente... depois que tiram a armadura... ficam ainda mais lindas...
Sou grata ao universo. Grata por ser quem eu sou. Por ser uma mãe, crespa, tatuada e ter um blog. Grata por ter amigos queridos que conseguem tornar os meus dias e a minha vida tão mais interessante, mais feliz, mais plena.
Agradeço por todas as oportunidades que tive de fazer alguém feliz, de testemunhar um sorriso e um olho brilhando...
Não sei se sou merecedora de tantas bençãos mas com certeza me sinto na obrigação de agradecer...
Obrigada universo!!!

Sobre o desafio de escrever

Escrever sempre foi algo que gostei de fazer... tanto que durante muito tempo eu escrevia poemas todos os dias... e me arrisquei a começar a escrever uma pequena narrativa durante a minha adolescência... até hoje ainda tenho os meus manuscritos.
Mas devo confessar que ultimamente está sendo bem difícil. Sinto que a inspiração me escapa.
Hoje parei para pensar sobre isso e concluí que talvez, devido a acontecimentos recentes, eu tenha ficado mais crítica e mais cínica, e em consequência disso, penso não ter nada de importante para dizer.
Estou em um momento pessoal de profunda reforma íntima: resolvi mexer em coisas difíceis de lidar e não estou sabendo muito bem como agir nem para onde ir. Me sinto meio desorientada... a cabeça está cheia de perguntas que se respondidas geram muitas outras em uma espiral sem fim. É como se eu tivesse caminhado por tanto tempo pela mesma estrada e só agora percebi que ela está sempre me levando para os mesmos lugares que me fazem sofrer e me sentir sozinha.

Estar vivo e andar de skate

Oi gente boa... quanto tempo ein??
Bom, escrevo pra vocês hoje pra conversar sobre algumas semelhanças entre estar vivo e andar de skate... sei... sei... parece meio louco mas combina comigo... e com meu novo cabelicho verde hahaha
Depois de um zilhão de vezes adiando, consegui me organizar pra andar de skate. Fazia um tempão que isso só ficava no mundo das ideias... prática que é bom... nadinha... eita preguiça boa...
Enfim, lá fui eu toda cheia de proteções (joelheira, cotoveleira, proteção pras mãos)... andar de skate.
Ah, princípio comecei cheia de medo, receosa de passar vergonha (tava andando na praia)... mas depois fui indo, de pouquinho em pouquinho andei um monte... super concentrada, pensando em como fazer o movimento, como manter o equilíbrio e tals.
Tá, vocês vão me perguntar, o que isso tem a ver com estar vivo??? Tem tudo a ver gente!!! Só tá vivo quem tá em movimento, quem tá fazendo alguma coisa...quem vive no piloto automático, não tá vivendo... tá sobrevivendo...Viver é tentar se manter em movimento e em equilíbrio diante dos inúmeros desafios que a vida te coloca a cada dia: equilibrar a vida pessoal com a vida profissional, a saúde física com a saúde mental e espiritual... cada um desses aspectos vai exigir um tempo e uma dedicação, que, muitas vezes, não estamos dispostos ou preparados para dar.. O equilíbrio é algo bem difícil de conseguir... e mais complicado ainda de manter... assim como quando se anda de skate... encontrar o equilíbrio e o tempo certo pra dar impulso e se equilibrar exige coragem e experiência... assim como na vida... a gente precisa cair muito, e várias vezes, até encontrar nosso próprio ritmo ( e isso as vezes demooora!!!). Ainda assim, prefiro tanto na vida quanto no skate, arriscar a andar do que ficar parada... tentar um novo caminho, uma manobra diferente... ou apenas ir seguindo, devagarinho no meu próprio ritmo.
Nem sempre isso é fácil. Andei muito mesmo mas aí me distraí e cai um baita tombo... um tombo de cinema... de video cassetada... o que eu fiz??? Me sentei um pouquinho e examinei os machucados... na hora não me pareceu nada sério (agora tô usando uma munhequeira!!!)... mas depois...
Na hora, eu parei um pouco e refleti os motivos de eu ter caído... percebi que eu tinha perdido o foco... como tantas vezes faço na vida...aí é claro que o resultado tinha que ser um tombo!!! Me levantei, e resolvi dar volta andando no skate mas, agora, sem me distrair... confesso que fiquei com medo de cair de novo... mas eu precisava voltar... tinha que continuar... eu só pensava em seguir adiante seja como for e que cair faz parte... era quase um mantra... cair faz parte...
Não pude deixar de pensar:eu consigo fazer isso no skate mas tenho medo de fazer na vida.... não estaria na hora de ousar um pouquinho?