Inspiração...onde está você?


Oi pessoas... desculpem a  demora em escrever...
É que a vida retornou ao seu "ritmo normal" e sobra pouco tempo pra pensar e escrever.
Em alguns aspectos, minha vida tá bem organizadinha, tudo no lugar, dispensa cheia, contas pagas... por outro, está tudo uma grande confusão... me sinto como um sedento tentando beber agua com as mãos... quanto mais água eu tento pegar... mais ela me escapa....
Passo os meus dias resolvendo pequenas pendências que me ocupam a maior parte do dia... preciso trabalhar, preciso responder, resolver, ajudar, organizar coisas e situações externas. Quando consigo algumas paradas, ainda que breves, percebo que o meu interior está em uma completa desordem. Tudo está revirado e fora do lugar. Muita coisa já botei fora... mas sei que ainda me resta muito a fazer... tenho medo... tenho preguiça... não quero mais me machucar... tem horas que me sinto presa em uma rede que eu mesma estou tecendo...
Talvez a saída seja deixar tudo isso acontecer... tudo fluir sem emitir maiores julgamentos. Isso não faz parte do que eu sou: observar e deixar as situações acontecerem sem tomar alguma atitude impulsiva.
Definitivamente, estou sedenta. Sedenta de algo que nem eu sei bem o que é...
Talvez isso seja fruto do meu carnaval, que passei refletindo e fazendo uma faxina interna. Deixei pra trás tudo aquilo que não estava me fazendo bem, e enterrei as minhas muitas expectativas. Acreditei que havia deixado todas pra trás... Mas as danadinhas me encontraram de novo e aqui estou com elas... as expectativas... algumas novas e outras mais velhinhas que retornaram com força total.
Quem sabe onde posso matar essa sede? Como posso fazer isso sem criar mais expectativas? Sem depositar minha felicidade em coisas externas... Será que essa sede que eu tenho não pode ser saciada com algo que eu já tenho? Perguntas, perguntas, perguntas....

Amor Próprio - um poema de amor para si mesma...

Amor próprio
Se conhecer
Se bem querer
Se perdoar
Se reinventar
Se permitir
E resistir
E investir
Na beleza de ser única e plena.

Chega de correr atrás daquilo que deve ser cultivado dentro de si. Chega de fingir e se adaptar. O projeto mais importante deve ser conhecer melhor a si mesmo. Aprender a se valorizar e reconhecer tudo o que há de bom e que foi fruto de muita luta. Ninguém merece as nossas lágrimas e o nosso tempo precioso.
Não há receitas nem caminhos prontos para encontrar a sua própria felicidade. Cada um é um caminho único e precioso. Há tentativas... e erros... e acertos...
O essencial deve ser reconhecer a sua própria essência e se manter fiel a ela.

Carta aos meus amigos homens

Queridos amigos...
Ontem estive conversando longas horas com dois homens bem diferentes... um deles, inseguro, meio chato, falante; outro, um homem inteligente, sensível e muito educado. Descobri coisas muito interessantes conversando com o segundo, e, por isso mesmo, resolvi escrever pra vocês.
Queridos,
Até ontem eu não tinha percebido o quanto é complicado ser homem em uma sociedade como a nossa. Na verdade, eu sempre pensei que pra vocês tudo é muito mais fácil, os salários são maiores, há um monte de mulheres;vocês, geralmente, ocupam cargos de maior importância... e por aí vai..
Um novo e muito querido amigo me abriu os olhos: se por um lado há essa enorme quantidade de vantagens, por outro, a sociedade lhes cobra um preço muito alto pra que vocês sejam considerados "homens". E isso inclui renunciar a toda a sua sensibilidade: "homem" não chora, não se emociona, não pode ficar com medo, tem que beber, tem que namorar muito,ter uma carreira e um carrão, fazer filho... e outras bobagens.
Quero esclarecer uma coisa: a descrição acima não passa de uma série de estereótipos constantemente reforçados pelo entorno midiático: as novelas, as músicas que tocam nas rádios, os programas de humor, os comerciais de tv....
Vocês não precisam ser assim!!! Não mesmo!!! Homem de verdade, sob o meu ponto de vista, chora, tem medo, é inseguro, tem dúvidas , porque antes de ser um "homem" vocês são seres humanos, sujeitos a dúvidas, enganos, tem medo da rejeição de seus pares, rejeição das mulheres... acontece que isso tudo acaba sendo esquecido... e vocês tem a "obrigação" de serem "machões pegadores"...
O resultado disso: um monte de homens inseguros que não se conhecem e não sabem o que querem da vida, daí ficam "pulando" de relacionamento em relacionamento, ou ficando com um monte de mulheres ao mesmo tempo, sem se apegar a nada nem a ninguém e muito menos chegam a se conhecer melhor.
Bom, aí vai uma dica. Caras, se conheçam melhor. Fiquem um tempo sozinhos. Deem um tempo pra vocês mesmos. Chorem. Gritem. Expressem seus sentimentos... eu garanto pra vocês que o resultado será muito mais gratificante, e, com certeza, vocês vão conseguir construir, se quiserem,  bons relacionamentos.

É carnaval...

Oi gente boa... quanto tempo ein...
Escrevo pra vocês pra conversarmos um pouquinho sobre o carnaval. Prá muita gente, carnaval é uma época de festa, de farra e de fantasia. As pessoas se reúnem pra fazer festa, organizar blocos, dançar,  beber, extravasar... quase todas as pessoas...eu, por exemplo, prefiro o oposto de tudo isso.
Dessa vez consegui um lugar pra me esconder. Vou ficar próxima da natureza.Ouvir passarinhos. Caminhar de pé no chão. Respirar ar puro. Eu tô precisando disso. O meu final de ano e início de 2015 foi muito cheio de altos e baixos emocionais...
Preciso dar um tempo pra mim mesma. Chega de envolvimentos mais sérios, pelo menos por enquanto. Tenho ido com muita sede ao pote e me afogado direto.
Vou tentar me ouvir mais. Baixar a ansiedade. Ouvir menos o coração e mais a cabeça. Preciso me dedicar mais ao cultivo do meu jardim,assim, talvez apareçam mais borboletas...
Confesso que, em termos de relações amorosas, estou bem perdida mesmo. A única coisa que eu sei  é que preciso muito mudar o meu jeito, por que ando me machucando muito e tô bem cansada disso tudo.

Sobre a ilusão de possuir alguma coisa... ou a doença do apego

Olá gente boa... quanto tempo ein... tô meio sem inspiração..me desculpem
Hoje venho conversar com vocês sobre o que chamo de "doença do apego". Por favor me desculpem se vou falar o óbvio...
Cada vez mais tenho a certeza de que a forma que enxergamos o mundo  é através de uma janela e, assim sendo, só podemos ver esse mundo/ realidade de maneira parcial e muitas vezes distorcida. Nossas emoções e nossos sentimentos,às vezes, só nos permitem ver o que está do outro lado da janela da maneira que nos parece a menos desagradável possível. E assim, nos recusamos a ver o que nos faz sofrer e nos fere. Nos apegamos a uma esperança vã de que tudo pode ser de outra maneira e que estamos apenas exagerando ou apenas vendo o lado negativo das coisas. Mas o tempo passa e as coisas se encaminham de uma maneira que não estávamos preparados. Diferente do que gostaríamos.
Creio que um dos motivos que isso acontece está na necessidade de crermos que a nossa forma de captar o mundo é a mais adequada. Explico-me melhor, as minhas crenças nas pessoas e nas coisas não me permitem que eu as veja de uma outra maneira e isso acaba por bloquear a uma outra possibilidade de ver e aceitar como o mundo pode funcionar. Nisso há uma certa dor... o mundo e as pessoas que nele vivem não são como gostaríamos que elas fossem e essa decepção nos paralisa e impede o nosso crescimento pessoal.
Eu, confesso sem nenhum pudor, sou muito apegada às coisas e às pessoas. Tenho dificuldades em compartilhar. Esse apego tem me causado grandes prejuízos ...
Por outro lado, tenho fé em mim, e acredito que ei de ter forças para minimizar o estrago que o apego tem feito na minha vida...se posso me apegar a alguma coisa, que seja isso: a minha força interior e certeza de que em algum momento tudo isso há de passar...