Uma palavrinha sobre o medo

Oiii... a sumida retornando...
Depois de um tempos de folga mental, resolvi deixar a preguiça de lado e escrever um pouquinho. Hoje vou falar o que penso sobre o medo... bom eu nunca fui uma pessoa muito medrosa, e , só depois que virei mãe foi que pensei que preciso ser mais cautelosa com algumas coisas. Posso dizer uma coisa: gosto de um imprevisto planejado. Explico melhor: gosto de arriscar desde que haja algum tipo de garantia, que eu esteja em terreno conhecido e que aja um plano B. A garantia é só pra evitar os prejuízos, e isso vale tanto pra coisas materiais quanto às emocionais; o terreno conhecido é pra prever um pouco o que pode acontecer, já ter algum tipo de certeza e, por último um plano B, algo que não tenho muito o hábito de fazer (geralmente ajo no improviso nesse caso). Agir dessa maneira, pode diminuir o medo e a ansiedade quando se trata de uma nova aventura, mas, por outro lado, deixa pouco espaço para apreciar e curtir o que pode vir a acontecer, o deixar rolar...
O medo, dizem alguns cientistas e o senso comum ( existe alguma diferença muito grande entre os dois? não sei...), existe como uma forma de instinto de auto preservação, como um sinal de alerta em relação à coisas que podem colocar a nossa vida (física pelo menos!) em risco; nos ajudar a optar por coisas que evitem a dor... Pena que esse instinto desliga ou não funciona no que diz respeito às relações amorosas... a gente ignora todos os sinais e continua insistindo... mas isso é uma outra estória...
Mas, eu falava pra vocês sobre o medo. Bom eu penso que ter alguns medos é um sinal de saúde mental, desde que,  eles estejam sob controle e que não nos impeçam de viver. O instinto de auto preservação não deve ser confundido com comodismo ou covardia. Não deve nos paralisar, sim, ao contrário, nos impulsionar em busca de soluções para as coisas que estão nos incomodando.
Confesso que eu tenho alguns medos clássicos tipo medo de rato, medo de ninhos de bichos (tipo formigas ou vermes), medo da violência, de água que não dá pé e da solidão. No caso dos bichos, evito o encontro... faço que não vejo... de resto procuro me prevenir, pedir proteção, evitar situações de risco e cultivar amigos.  Isso nem sempre funciona mas, me oferece algum tipo de garantia e diminui um pouco do medo.
Enfim... depois de tudo que vivi durante esse ano, o meu maior medo de todos é não arriscar por medo. Achar, também movida por esse sentimento, que não vou ser capaz de enfrentar uma determinada situação, que não sou competente,que estou sonhando muito alto...prefiro tentar e terminar algum tipo de arrependimento do que ficar paralisada de medo: medo do que os outros vão pensar, medo de mim mesma, medo de fracassar...
Embora isso seja um clichê máximo eu concordo: quem não arrisca, não petisca... e eu sou mais do tipo que arrisca. E vocês quando foi que se arriscaram pela última vez?

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