As máscaras nossas de cada dia...

E aí gente boa... quanto tempo ein!!!
Pois é... andei envolvida com tanta coisa por aqui que me faltou inspiração pra escrever... mas eu não posso perder o contato com vocês meus queridos.
Hoje eu quero conversar sobre um trecho de um livro que eu estava lendo:
"É uma época muito difícil para ser uma pessoa, apenas uma pessoa real, de verdade, em vez de uma coleção de traços de personalidade escolhidos de uma interminável máquina automática de personagens." Trecho do livro Garota Exemplar"
Depois de ler isso eu fico me perguntando: existe um EU real ou somos apenas atores trocando máscaras o tempo todo? O que, de fato, pode ser considerado um traço autêntico da minha personalidade e o que é apenas uma máscara?
Se há algo indiscutível é que , ao longo do dia vamos exercendo diferentes papéis sociais, no meu caso: mãe, secretária, administradora, contabilista, motorista, médium(pq toda mãe é sempre um pouco médium no sentido de "adivinhar" as vontades e necessidades de seus filhos),psicóloga e por aí vai...mas eu pergunto: o quanto disso sou eu e o quanto são as circunstâncias que me levam a ser?
É certo que algumas escolhas implicam consequentemente em outras, e a respeito disso não há escapatória. Mas e o resto? O que há de autêntico em mim? Eu não canso de me perguntar e, de, buscar incessantemente respostas. Já sei que essa pergunta pode ser respondida de muitas maneiras e, ser autêntico hoje,é bem difícil e facilmente confundido com uma pessoa do tipo "estraga prazeres" do tipo que "não se mistura" e, no meu caso, muitas vezes, tenho que fazer coisas e agir de modos que não condizem com minhas crenças mais profundas (pelo menos aquelas que eu acredito que são).
Por outro lado, não podemos esquecer que as máscaras também são necessárias pois, servem para proteger de muitas coisas e de nos preservar de perigos mais diretos e agressivos.
Eu confesso: eu uso muitas máscaras quase o tempo todo e o motivo é simples: tenho medo de me revelar, de mostrar o meu EU mais autêntico e acabar por decepcionar as pessoas.
Por isso, pessoas, não confundam a minha timidez com arrogância nem a minha falta de assunto com antipatia. Eu só quero me preservar mais e me revelar para quem realmente merece.

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